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PostHeaderIcon GREVE NO FRIGORÍFICO SULFRIGO TRABALHADORES PARALISAM PARA RECEBER SALÁRIOS


IMG-20181120-WA0003Depois de uma paralisação de cinco dias e muita pressão, os 286 funcionários do Frigorífico Sulfrigo, em Júlio de Castilhos, começaram a receber o salário de outubro, mas continuam em alerta.

O movimento dos trabalhadores iniciou na quarta-feira, dia 14 de novembro, em razão do atraso do pagamento dos salários, que, conforme a lei, deve ser feito até o quinto dia útil do mês. Desde o início do movimento, o presidente do SINTICAL Cleumar Godoy de Godoy, os diretores Rogério Aguirre e Lucinara Bueno Dias e o assessor jurídico Joceles Moreira estiveram junto com os trabalhadores buscando uma resposta para as justas reivindicações de funcionários que recebem em média R$ 1.400,00 mensais.

Frente a determinação dos trabalhadores paralisados, a empresa, no mesmo dia, prometeu pagar os salários até às 12 horas de quarta-feira, mediante o abate de suínos agendado para aquela data. Os trabalhadores realizaram o abate, porém, a empresa não cumpriu o acordo, aumentando ainda mais a revolta dos funcionários que já externavam a necessidade de suas famílias para manter despesas essenciais de alimentação, aluguel, água, luz e outras.

greve00001Indignados, no mesmo dia, à tarde, os trabalhadores trancaram os portões da empresa, impediram o carregamento de carnes que estavam em câmeras frias bem como a saída de mercadoria já carregada em uma carreta e ainda desligaram os geradores que fornecem energia ao frigorífico.

A situação provocou uma reunião entre representantes locais da empresa e uma comissão formada pelos trabalhadores e os dirigentes do SINTICAL. Nesta reunião, um dos diretores do frigorífico alegou que seria preciso restabelecer a energia para fazer o depósito dos salários nas contas dos funcionários. Mais tarde, outro diretor da empresa, que se encontrava em São Paulo e participou da reunião por videoconferência, alegou que seria preciso liberar a carne retida para obter o dinheiro destinado pagamento dos salários.

 

Para os trabalhadores, as promessas foram entendidas como mais uma tentativa de ludibriar os grevistas; por isso, mantiveram o acampamento na empresa, mesmo durante o feriado. Na sexta-feira, dia 16, não houve nenhum retorno por parte da empresa e o próprio assessor jurídico do Sulfrigo disse que não tinha nenhuma resposta para os trabalhadores.

greve00002Diante desse impasse os grevistas receberam a visita do prefeito municipal João Vestena (PSB), que passou a contribuir para uma reunião de negociação entre empresa e empregados, na tarde de sexta-feira. Nessa reunião, ficou acordado que os trabalhadores permitiriam a entrada de mil litros de óleo para gerar energia e garantir a conservação das mercadorias até às 12 horas da segunda-feira, dia 19 de novembro, e manteriam a greve até 13h30min do mesmo dia, prazo máximo para o pagamento os salários.    

Denúncias recorrentes

Segundo o presidente do SINTICAL, Cleumar Godoy de Godoy, o movimento é resultado da postura da empresa, que, em julho, foi adquirida pelo Grupo Mauá, de Minas Gerais. Além de não receber o salário em dia para manter suas famílias, os trabalhadores reclamam da falta de transparência da empresa, o que torna a “situação insustentável”, salienta Godoy, relatando os níveis da insatisfação dos trabalhadores ao longo dos dias.

O sofrimento dos trabalhadores do frigorífico Sulfrigo começou a ser amenizado na tarde de segunda-feira, mas a indignação e a desconfiança continuam. O desrespeito da empresa com os funcionários não é uma novidade. Nos últimos três meses, os salários vêm sendo pagos com atrasos de mais de dez dias, questão já notificada ao Ministério do Trabalho. Além disso, a empresa também é denunciada junto ao Ministério Público do Trabalho, pelo atraso nos depósitos Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS e pelo atraso de rescisões contratuais.