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PostHeaderIcon Vitória de Temer é duro ataque à democracia

Embora não tenha sido surpresa, a vitória de Michel Temer com a aprovação do relatório do Abi-Ackel (PSDB-MG), na Câmara dos Deputados, dia 2 de agosto, causa enorme indignação a entidades e lideranças sindicais que tem ocupado as ruas para denunciar o desmonte dos direitos dos trabalhadores. Essa é a posição do SINTICAL que, reiteradamente, tem fortalecido as mobilizações populares para combater as reformas em curso de um governo ilegítimo que tem se perpetuado no poder à custa da compra de votos dos parlamentares.

Nesse cenário, o relatório de Abi-Ackel foi aprovado com 263 votos a favor e 227 contra. Ou seja, Temer comprou a maioria dos deputados (a exemplo do que já fizeram outros governantes da república) para, no seu caso, garantir o arquivamento da denúncia contra ele por corrupção passiva e, assim, manter seu mandado presidencial.

A compra do apoio foi amplamente denunciada pela imprensa. Temer chegou a fazer medida provisória dando R$ 5,4 bilhões de anistia ao agronegócio pelos votos da bancada ruralista. O jornal O Estado de S. Paulo informou, em sua página na internet, que o ministro Antonio Imbassahy (PSDB-BA) “foi flagrado pelo Broadcast Político negociando a liberação de uma emenda com um deputado do DEM em troca do voto", entre outros escândalos.

A ofensiva do governo conseguiu barrar a abertura de processo contra o peemedebista e impedir que o caso seguisse o Supremo Tribunal Federal. A vitória representa mais um ataque ao jovem regime democrático brasileiro, uma vez que Temer é o primeiro presidente no exercício do mandado a ser denunciado por um crime comum, acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de supostamente ter beneficiado o empresário Joesley Batista, dono da JBS e delator da Operação Lava-Jato, em troca de favores.

 Apesar dessa vitória, novas denúncias da Procuradoria Geral da República tensionam o Governo e seus aliados, mantendo em alta o ritmo da troca de favores, especialmente para tentar aprovar a reforma da Previdência, aumentar impostos e impor outros desmontes aos direitos dos trabalhadores.

Diante desse cenário, o SINTICAL, junto com outras entidades sindicais e os movimentos sociais, espera que se retomem as grandes mobilizações de rua, exigindo a saída desse presidente ilegítimo, lutando por eleições diretas e por um novo projeto para o Brasil.